Vamos fazer isto utiliando o poder da matemática. Ignorando álbuns ao vivo e coletâneas (nas quais eu voltarei mais tarde), Metallica lançou um grande total de nove álbuns de estúdios. Os quatro primeiros são, acho que todos nós concordamos, absolutamente incríveis pra caralho. Quem quiser discutir esta pequena grande verdade pode silenciosamente sair da sala com o som de vergonha e ódio tocando em suas orelhinhas. Morram. Não precisamos de vocês. Fica um pouco mais complicado quando chegamos no Metallica, o Black Album, mas já que ele é quase todo bom e possui Enter Sandman, irei com felicidade ignorar o fato de que ele foi super produzido e não chega aos pés dos quatro primeiros álbuns e aceitá-lo como clássico. Até aqui, incrível. E agora? Load. Lixo do caralho. Reload.Também lixo. Tem um punhado de músicas boas ali em algum lugar, claro, mas no geral estamos falando de um par de perus aleijados com bicos cancerígenos. Então vamos para o St. Anger. Eu dei um bom review na época, estou realmente arrependido. Perdi um pouco o controle e só pude ouví-lo duas vezes antes de escrever o review. St. Anger talvez não seja tão ruim quanto as pessoas dizem....claro, como se de repente vocês fossem todos experts em sons de bateria abafados, puta merda....mas obviamente não é tão brilhante também. Finalmente temos Death Magnetic. Ooh, você poderia surfar até o Hawaii na onda de alívio que surgiu quando as pessoas ouviram o álbum pela primeira vez, não? E sim, é obviamente a melhor coisa que eles fizeram desde (pelo menos) o álbum auto-intitulado, mas é clássico? O caramba. Poucas faixas realmente boas e um monte de waffles mal-feitos. O instrumental dura uma semana e mesmo eu tendo ouvido 25 vezes não consigo assobiar nem um único riff. Dificilmente se trata de Seek & Destroy, não é? Exato. Então não, Death Magnetic não é um clássico. Calem-se agora. Então, é um total de CINCO clássicos álbuns do Metallica. Muito bem. É cinco a mais do que o Limp Bizkit, pra começar. Ok, então vamos dar uma olhada no catálogo do Megadeth. Novamente, eles começaram de uma forma bem heróica. Killing Is My Business, Peace Sells, So Far So Good, Rust In Peace...cada um deles, clássicos eternos. De fato, Killing Is My Business é facilmente o melhor dos álbuns de estréia feitos pelos Big Four do thrash metal. Eu amo Kill ’Em All mais do que amo a maioria da minha família, mas é bem menos impactante e apenas indicou do que o Metallica era capaz. O mesmo vale para Fistful Of Metal e Show No Mercy. Killing Is My Business, do outro lado, arrancou minha cabeça de pré-adolescente e usou como couro de veado no carro de músculos e entranhas espalhadas de Mustaine (eu devo ter viajado um pouco neste último). Após Rust In Peace, claro, Megadeth fez Countdown To Extinction. Imagino que haverão várias pessoas que acham que o Countdown foi "muito comercial" e "não thrash" e "várias outras coisas que só imbecis mencionam". Todas estas pessoas são idiotas e deveriam ser mortas. Entretanto, Countdown To Extinction é uma obra-prima. Entendidos? Bom. Então, seguindo em frente para discos um pouco mais contenciosos, que tal o Youthanasia? Eu não gostei muito dele na época, mas agora eu amo. Mesmo assim, não chega perto dos cinco primeiros discos do Megadeth, então porque eu estou sendo justo (e porque eu sei o que acontece no final) não irei contá-lo como um verdadeiro clássico. Cryptic Writings? Bem, eu realmente gosto...talvez um pouco mais do que deveria...e tem Trust nele...mas...mas...não, vocês estão certos. Não é um clássico. Risk? Vá se foder. The World Needs A Hero? Quando foi a última vez que você o ouviu? Caso encerrado. The System Has Failed? Um falso despertar, se quer saber. Soou como um álbum super-penoso do Megadeth e possui alguns riffs e solos incríveis, mas no final das contas ficou faltando as músicas. Então nos sobra United Abominations. Eu dei 9/10 pra ele na Metal Hammer e mantive esta pontuação. É um disco magnífico; a combinação perfeita de Countdown e Youthanasia. Possui até um certo pedaços de thrash e a voz de Mustaine nunca soou melhor. Então você tem...até mesmo antes de eu dizer a vocês que Endgame é o melhor álbum do Megadeth desde (pelo menos) Countdown To Extinction, nós já chegamos a não-totalmente-surpreendente conclusão de que o Megadeth lançou SEIS álbuns de estúdio clássicos. Isto é uma vitória, suas putas. Uma grande e gorda ruiva vitória. E não me venham com S&M e Garage Inc. Sim, muita diversão pra toda a família, mas eles eram uns indulgentes de uma banda rica durante um período de decadência criativa. Ótimos para os obsessivos fãs não-consigo-ver-além-do-logotipo, mas não tudo isso na luz fria do dia. Um dia, incidentalmente, que já revelou que o Megadeth possui mais álbuns clássicos. Você perdeu essa parte? Não importa. Tome como lido.
Sep 8
1:35 PM
Não sei para que tentam superiorizar uma banda a outra, sem Metallica não havia Megadeth, ambas são grandes bandas. "Ah e tal os Metallica nunca mais lançaram nada de jeito", isso é treta, lançaram música de qualidade mas não com o mesmo genero de quando começaram, mas não deixa de ser bom. Ou uma banda tem obrigatoriamente de seguir sempre o mesmo género de música. Poupem-me.
Sep 11
1:13 AM
Palhaçada do catano! Tao a falar à toa! Em termos de musicalidade nenhuma banda de metal chega aos calcanhares dos metallica! Eles são, para muitos, uma fonte de inspiraçao. Mas para além disso todo o som envolvido numa só musica, qualquer que seja, tem um espectacular som em qualquer dos intrumentos tocados! E o kirk é um dos, se não o melhor, guitarrista de sempre. mas ngm percebe isso pq n conseguem reparar nos pequenos pormenores! Do estofo dele, ha poucos e pobres sao aqueles que pensam que sabem...
Sep 20
2:02 PM