Abundância de medo e incrédulos orgulhos visam a negatividade. Soluços de uma morte lenta apostada outrora em vida num amparo convicto de sorrisos muito doces, muito mel.
Carinho próprio de duas almas prestes a uma entrega total que por terra foi deitado.
Um sótão inexistente que em sonhos assombra a recordação daquele terno amor, como se de uma caixa se trata-se ,como se uma caixa lá existisse e de lá voassem para o pensamento momentos de um passado muito recente nunca esquecido.
O conforto das tuas palavras,das tuas acções, da tua dedicação, da tua oferta, da tua presença única que num lençol, numa toalha, num estofo, numa parede, numa tábua, numa árvore, na areia, na terra se movem, se guardam e não querem desaparecer por se lembrarem sem pedir.
É triste dizes tu?pensas tu? É vago? Não é extensivo o nosso livro, é um voto, uma união, uma celebração ...uma certeza prevalece...és a minha paixão...mas não és a minha vida...e eu não sou a tua...fomos a tal um do outro...Os confins da saturação levam a respostas que nunca existiram antes...só o tempo se lembra e se encarrega da amargura, da mostra do errado, do não sei, do talvez, do sim, do não, da verdade e não da mentira.
O complemento é básico, surge de um toque, mas não de um olhar, surge de um aroma, mas não de um cheiro, surge de um mometo...porque a vida é feita de momentos....
E o meu mometo será sempre o mesmo...Aqui, do outro lado, no passado, no presente, no futuro...o meu corpo procura aquela tal resposta que o Dom Tempo trará...cedo ou tarde...ou até nunca...serei assim...crente,desperta,atenta,louca,veloz,abrangente no teu acto....mas nunca desistente!
Estás em mim como eu estou em ti...como o Sol navega no céu e se move girando e nos dando luz produtiva de boa energia...A calma é amiga do doce...e eu sou uma menina mulher com todo o encaixe apta na recepção do teu valor.
Humildade e reconhecimento...a Chave da questão número qualquer coisa.
Raquel Nunes